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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Artigo Vá sem pressa, faça uma prece!

Ontem foi Dia do Motorista. Aproveitemos o ensejo para refletir sobre recente relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) que aponta para uma triste realidade: anualmente, jovens com menos de 25 anos totalizam quase 400 mil mortes por desastres de trânsito. Sem contar milhões deles que se ferem gravemente ou ficam incapacitados.

Dados do Ministério da Saúde indicam que 145,9 mil pessoas, vítimas do tráfego, foram internadas no ano passado e tiveram tratamento coberto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Um custo de cerca de R$ 187 milhões.

Junto-me sempre aos que têm chamado a atenção para o cuidado ao dirigir nas cidades e nas estradas. Goethe (1749-1832), famoso vate e escritor alemão, definiu: "A morte é, de certa forma, uma impossibilidade que, de repente, se torna realidade". Realmente, a maioria dos Seres Humanos não pensa que um dia "passará desta para melhor ou para pior", de acordo com o seu comportamento na Terra.

O grande equívoco da Humanidade é viver como se depois da morte nada houvesse. Conforme nos revelam os Mentores Espirituais, um dos maiores dramas na Pátria da Verdade é a chegada de multidões livres das algemas da carne, mas completamente ignorantes do que seja o Mundo Invisível. (...)

Não adianta apenas dispor leis para os indivíduos. É preciso prepará-los para a lei. O Código de Trânsito Brasileiro está em vigor. Todos sabem que é proibido beber quando dirigir e que devem utilizar o cinto de segurança, respeitar a velocidade, sinais e faixas. No entanto, por que muitos não cumprem essas normas? Talvez porque não valorizem a própria existência.

A Campanha "Vá sem pressa, faça uma prece!", promovida pela Legião da Boa Vontade, visa à conscientização de motoristas e pedestres, para que venham a acatar o código de trânsito por Amor à própria vida e à dos outros.

Fica aqui, portanto, um pouco da nossa contribuição para o fim da violência nesse campo, de modo que a velocidade irresponsável que ainda persiste nas ruas seja substituída por atos cada vez mais velozes de socorro às pessoas em situação de pobreza e de respeito a todos. Eis o nosso lema: "Educação e Cultura, Alimentação, Segurança, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica" também no trânsito. (...) Para alguns pode parecer sonho, mas tem dado resultados, pois ensina a criatura a reeducar-se.

A conscientização é o primeiro passo para o fim da "guerra" nas vias brasileiras. Para isso, é muito importante, acima de tudo, que a Boa Vontade esteja presente entre motoristas e pedestres.

Vivamos, todos nós, em paz também no trânsito!

PRECE DO MOTORISTA
Extraída da revista "Boa Vontade" nº 26, de agosto de 1958, a oração ficou famosa na interpretação de Alziro Zarur (1914-1979), saudoso fundador da LBV, em seus programas radiofônicos.

"Jesus, quero que sejas a Luz dos meus olhos, para que eu veja sempre o caminho certo! O Guia de meus braços, para que eu me dirija sempre para o Bem! A Força de minha vida, para que eu resista na luta diária pelo pão! O meu Amigo constante, para que eu sirva a todos com Boa Vontade! O Amor de meu coração, para que eu ame a todos como a mim mesmo!"

LBV NO ENCONTRO DE GENEBRA
A pedagoga e escritora Miltes Apparecida Soares de Carvalho Bonna, espírita, presidente da Instituição Assistencial Meimei (IAM), de São Bernardo do Campo/SP, escreve-nos sobre assunto aqui abordado: "Que maravilha o artigo [‘Encontro mundial em Genebra’], que demonstra a força do Amor! (...) Alegra-me o coração por expressar-se na defesa dos direitos humanos, levando ao mundo a Pedagogia do Afeto e a do Cidadão Ecumênico. Colocar a mensagem do Evangelho de Jesus construindo o homem de bem, no dia a dia, é a nossa meta. Que Jesus os ampare sempre!".

Grato, Miltes, pela atenção e pelo incentivo.



José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. 
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com




Breno Silvério
Assessoria de Comunicação da LBV
Araraquara/SP 

Artigo Encontro mundial em Genebra

A Legião da Boa Vontade foi convidada para apresentar recomendações durante a Reunião de Alto Nível do Conselho Econômico e Social (Ecosoc), das Nações Unidas, que ocorre nesta semana, em Genebra, na Suíça.

Entre os compromissos agendados, o Ecosoc indicou a participação da LBV como a representante da sociedade civil no encontro ministerial reservado, que ocorre hoje, no Palais des Nations. Trata-se de um diálogo exclusivo entre governos promovido pela Unesco, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e pelo Banco Mundial, que terá como tema “Direcionando soluções para as necessidades dos jovens: educação e capacitação para o mundo do trabalho”.

Na ocasião, Danilo Parmegiani, do escritório da LBV para as Nações Unidas, em Nova York, me representará, expondo os resultados e as propostas da Pedagogia do Afeto e da Pedagogia do Cidadão Ecumênico, aplicadas há décadas na rede de ensino da LBV no Brasil e no mundo. A revista “BOA VONTADE Educação”, disponível em espanhol, francês, inglês e português, foi preparada especialmente e dá sua contribuição para esse importante acontecimento.

Amanhã, 6/7, também na sede da ONU em Genebra, teremos o painel temático organizado pela LBV, “Educação de qualidade e equitativa: um desafio intersetorial para atingir os ODMs” (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, conjunto de metas dos países-membros da ONU). No ensejo, estarão palestrando a embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo, chefe da Missão Permanente do Brasil junto à ONU em Genebra; o dr. Andrei Abramov, chefe da Seção de ONGs do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da ONU; e a pedagoga Suelí Periotto, diretora do Instituto de Educação da LBV, em São Paulo/SP.



Da esquerda para a direita: embaixadora Maria Nazareth Farani Azevêdo;
dr. Andrei Abramov, da ONU; pedagoga Suelí Periotto.


ITAMAR FRANCO
No último sábado, 2/7, retornou à Grande Pátria Espiritual o engenheiro e ex-presidente da República (de 1992 a 1994), o senador Itamar Franco. Estava com 81 anos.

Em 24 de agosto de 1994, tive a grata oportunidade de pessoalmente presenteá-lo, no Palácio do Planalto, com uma estampa de Jesus, segundo a concepção da saudosa artista russa Alexandra Herrmann, naturalizada brasileira. Recordo-me de que, ao receber a obra de arte, comentou com muita satisfação que, sempre que olhasse a figura do Cristo, se lembraria da fraterna visita da LBV a ele.


Getúlio Gurgel

Em 1994, Itamar Franco, na ocasião presidente do Brasil,
e o líder da LBV.


Ao seu Espírito Eterno, pois os mortos não morrem, nossas vibrações de Paz, extensivas aos seus familiares e amigos.


José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. 
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com



Breno Silvério
Assessoria de Comunicação da LBV
Araraquara

terça-feira, 19 de julho de 2011

Araraquara foi pioneira no mototáxi

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou Resolução para regulamentar a lei 12.009/09, que criou o serviço de mototáxi e de motoentregas no Brasil. A resolução estabelece requisitos mínimos a serem cumpridos pelos interessados para que possam atuar no setor.

A resolução prevê o uso de equipamentos de proteção por mototaxista e passageiro, dispositivos de segurança nas próprias motocicletas, como protetor de pernas à frente do motor e a instalação de antenas para evitar acidentes com linhas de pipa. As motos de carga deverão ser dotadas de dispositivos apropriados ao transporte de encomendas, como baús, grades ou bolsas, em tamanhos adequados às dimensões dos veículos.

O Contran também determina que só poderá atuar como mototaxista quem tiver mais de 21 anos de idade e possuir carteira de habilitação letra “A” há pelo menos dois anos. Os profissionais poderão usar motocicleta ou motoneta para a realização do trabalho, mas estão impedidos de atuar nas duas funções ao mesmo tempo. Ou seja, obrigatoriamente, terão de escolher se vão trabalhar com o transporte de passageiro ou com o serviço de moto frete.

Em Araraquara, a resolução do Contran vem apenas reforçar o que a cidade já faz há quase dez anos. A cidade foi a primeira a regulamentar o serviço de mototáxi no Brasil. Quando assumimos a prefeitura, em 2001, uma das primeiras medidas à frente do Executivo Municipal foi reconhecer e regulamentar a profissão de mototaxista na cidade.

A regulamentação vinha sendo defendida por mim na Câmara, como vereador e, como prefeito, tive a oportunidade de consolidar o desejo dessa então nascente categoria profissional. Na época, havia a estimativa de que pelo menos 600 pessoas faziam o transporte de passageiros em motocicletas na cidade, de maneira “clandestina”, uma vez que faltava legislação que estabelecesse ao menos condições mínimas a serem respeitadas.

Estabelecemos regras para o funcionamento do serviço, como idade máxima da frota de motos e potência dos veículos, uso de capacetes e toucas higiênicas para os passageiros, assim como equipamentos de segurança para as motocicletas. Mais: para obter a licença de trabalho, o candidato a mototaxista era obrigado a passar por curso de capacitação, que incluía direção defensiva, noções de mecânica e de relação com o público.

Mais de 400 pessoas foram capacitadas como mototaxistas na cidade, inclusive mulheres que viram na atividade uma oportunidade para obter renda trabalhando, enfrentando o desemprego. Como medida de proteção à atividade, a lei proposta pela prefeitura também vetou a exploração do serviço por empresas ou cooperativas, o que, não raro, cria embaraços aos profissionais.

A experiência de Araraquara deu resultados positivos. O serviço de mototáxi na cidade se consolidou e hoje funciona de forma eficiente, como complemento ao transporte coletivo prestado pela Companhia Trolebus Araraquara (CTA).

Cumprindo as regras estabelecidas na regulamentação municipal, o setor registra baixa incidência de acidentes e, por outro lado, contribui para reduzir a frota de carros em circulação, uma vez que muitas pessoas utilizam o serviço de mototáxi durante a semana para se deslocar até o trabalho ou para as instituições de ensino do município.

A publicação da resolução do Contran me deixa extremamente feliz, pois na época da regulamentação do serviço em Araraquara, não foram poucas as vozes contrárias à medida. Tanto na condição de vereador como na de prefeito, o embate foi acirrado e, por vezes, enfrentamos discussões acaloradas que, ao final, acabaram vencidas pelos argumentos técnicos, econômicos e políticos utilizados para respaldar a regulamentação.

Hoje, as motocicletas são importantes auxiliares no desenvolvimento de Araraquara e, mesmo os críticos do passado, entendem a necessidade dos serviços e até se beneficiam deles. Basta ver que o serviço delivery por motocicletas, casos de pizzarias e fast food, é um dos que mais crescem na cidade.

Nesse caso a coragem venceu o preconceito e o fato de Araraquara ter sido a primeira cidade do Brasil a reconhecer e regulamentar a profissão de mototaxista inspirou outras iniciativas. Hoje o Brasil avança na regulamentação, cria uma nova profissão e possibilita condições dignas de sobrevivência a milhares de trabalhadores.

Edinho Silva

Deputado Estadual, presidente do PT do estado de São Paulo e ex-prefeito de Araraquara (2001-2008)